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Pedro não se ajoelha diante dos cismas

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01.07.2026

Já não estamos perante uma disputa entre conservadores e progressistas. Essa linguagem é pobre, gasta e, acima de tudo, insuficiente. Serve para debates televisivos, para comentários apressados e para alimentar trincheiras ideológicas. Mas não serve para compreender o que está agora em causa na Igreja.

A ordenação de bispos pela Fraternidade São Pio X não é um episódio menor. Não é uma extravagância de sacristia. Não é uma birra litúrgica de quem prefere latim, incenso e paramentos antigos. É muito mais sério: é uma questão de comunhão com a Igreja fundada por Jesus Cristo. É uma questão de fidelidade a Pedro. É uma questão de saber se alguém está dentro da fé da Igreja ou se constrói, mesmo com palavras bonitas e gestos solenes, uma fé contra a própria Igreja.

A Igreja não foi fundada por um grupo de resistentes, por um teólogo iluminado, por um bispo revoltado ou por uma fraternidade. A Igreja foi fundada por Jesus Cristo. Foi Cristo quem chamou os Apóstolos. Foi Cristo quem confiou a Pedro uma missão singular. Foi Cristo quem disse: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.» A Igreja é de Cristo, mas Cristo quis que a sua Igreja tivesse em Pedro o princípio visível da comunhão.

É aqui que tudo se decide. A Tradição católica não existe contra Pedro. Não se guarda a fé rompendo com Pedro. Não se defende a Igreja desobedecendo à Igreja. Pode haver críticas legítimas, perplexidades sérias, debates teológicos e até sofrimento diante de certas decisões pastorais. A história da Igreja nunca foi um passeio higiénico entre santos de vitral. Mas há uma linha que não pode ser ultrapassada: a comunhão.

Ao longo da história, sempre que a Igreja definiu a fé, houve quem se levantasse para dizer que a Igreja se tinha enganado. Depois de Niceia, surgiu o arianismo, incapaz de confessar plenamente a divindade do Filho. Depois de Éfeso, apareceu o nestorianismo, ferindo a unidade da pessoa de Cristo. Depois de Calcedónia, veio o........

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