O domínio de Ormuz: a lição estratégica que demos ao Mundo
Há mais de quinhentos anos, os portugueses compreenderam algo que a geopolítica contemporânea continua a confirmar, quem controla os estreitos controla o comércio, e quem controla o comércio molda o poder global.
Muito antes de o petróleo transformar o Golfo Pérsico num dos centros nervosos da economia mundial, o Estreito de Ormuz já era um ponto de passagem vital. Por ali transitava um comércio vibrante de cavalos árabes, pérolas do Golfo e mercadorias vindas da Índia e da Pérsia. Era uma porta marítima que ligava o oceano Índico ao coração do Médio Oriente.
Afonso de Albuquerque percebeu isso com uma clareza estratégica extraordinária para o seu tempo. Na arquitetura do império português na Ásia, Ormuz não era apenas mais uma cidade. Era aquilo que o próprio chamou de a “terceira chave” “do sistema imperial”, ao lado de Goa e Malaca.
Se Goa garantia o domínio político e militar na Índia e Malaca controlava a passagem para o sudeste asiático, Ormuz fechava o triângulo que........
