Flotilha: uma farsa do princípio ao fim
Primeiro disseram-nos que a Flotilha tinha sido criada por “razões humanitárias”. Depois, descobriu-se que tinha sido criada por razões humanitárias e para romper o bloqueio naval e o cerco israelita em torno de Gaza. A seguir, disseram-nos que tinha sido criada por razões humanitárias, para romper o bloqueio naval e o cerco israelita e para acabar com o genocídio em Gaza. Então, uma pessoa vai “vasculhar” o site oficial da Global Sumud Flotilla, movida pela curiosidade gerada pelas acrobacias verbais e teatrais dos “flotilheiros” desde o passado Sábado, e descobre que a Flotilha nunca teve uma missão humanitária. Pelo contrário: é uma máquina política e de propaganda que usa suprimentos médicos e alimentares como um cavalo de Tróia.
É o que está escrito, preto no branco, no documento sobre a transparência financeira. Um documento que, evidentemente, a maioria dos veículos de comunicação social não leu, pelo que simplesmente relata as alegações propagandísticas e as manipulações da verdade pela Flotilha, e, em última instância, pelo Hamas, sem levantar a menor dúvida e, portanto, sem verificar. Ou, pior: leu, mas optou por omitir o que lá está escrito.
E o que nele está escrito é que as doações arrecadadas por meio de financiamento colectivo apenas cobrem os “custos operacionais”, que vão desde a compra de barcos até ao treino dos participantes. Não há, nesta categoria de financiamento, qualquer menção explícita à “ajuda humanitária para Gaza”, o que é extraordinário. Porém, é na segunda categoria de financiamento que está a raison d’être da Flotilha. Doações privadas de “apoiadores comprometidos” são usadas para financiar a........
