As presidenciais de 2026
Naquela noite de 28 de Setembro de 2014 ninguém acreditaria. Seguro acabara de perder copiosamente as eleições internas contra António Costa. As elites exultavam. Finalmente, António Costa tomaria conta do Partido Socialista, conseguiria derrotar Passos Coelho e, finalmente, cumpriria o seu destino de reformar o país. Lembro-me de assistir na televisão à entrada de Seguro no carro e à sua partida. Parecia o fim da sua carreira política. Costa revelou-se um medíocre, deixando o país em cacos. No Domingo, Seguro tornou-se o Presidente da República de Portugal com maior número de votos absolutos de sempre, superando a marca histórica de Mário Soares em 1991. Tem condições políticas para juntar-se ao panteão das figuras mais importantes do partido, fazendo de Costa uma nota de rodapé.
Importa, contudo, perceber como é que tudo isto aconteceu. Como é que Seguro conseguiu montar uma coligação eleitoral juntando Catarina Martins, Augusto Santos Silva, Cavaco Silva e Paulo Portas? A resposta é fácil e simples: André Ventura como adversário e as instituições óptimas. Sejamos claros. Seguro é o candidato perfeito, e fez a campanha perfeita, para conseguir mobilizar as elites e o eleitorado. Seguro fez uma campanha de mínimo denominador comum,........
