Anda às Lajes ver os aviões
Enquanto se contam os aviões militares norte-americanos que aterram e levantam da base das Lajes e se analisam as subtilezas do ponto 4, do artigo 1º do Acordo Técnico que estabelece o tipo de comunicação que os EUA devem fazer ao governo português quando usam essa base, percebe-se como andámos distraídos do mundo: há escassos dez anos, delegações chinesas rumavam aos Açores e falava-se abertamente sobre a possibilidade de a República Popular da China substituir nas Lajes os EUA.
De visita a Macau, António Costa afirmava numa entrevista: “A base nos Açores é muito importante em termos militares, mas também em termos de logística e tecnologia e pesquisa nas águas profundas e de alterações climáticas (…) estamos abertos a cooperação com todos os parceiros, incluindo a China”. Nos EUA, o então congressista Devin Nunes (agora faz parte do círculo de Trump) avisava que “é provável” que as instalações da Base das Lajes “acabem na posse do governo chinês” (…) a China enviou uma delegação de cerca de 20 representantes, todos fluentes em português, numa viagem de pesquisa que durou semanas e que culmina com a visita do primeiro-ministro, Li Keqiang”.
Provavelmente, os governantes portugueses, a administração Obama e a oposição republicana faziam todos e por diferentes razões um pouco de bluff com a possibilidade de a China substituir os EUA nas Lajes mas ousemos perguntar: o que estaria a acontecer hoje em Portugal se os EUA tivessem saído das Lajes e sido........
