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A nova pergunta da universidade

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21.06.2026

Vale a pena ir às aulas como escrevi no início de junho. A resposta continua a ser esta, quase austera, quase antiga, mas agora precisa de ser dita com uma nova gravidade. Defendi que a aula não é apenas transmissão de conteúdos: é presença, pertença, atenção partilhada, disciplina intelectual e formação humana. Essa ideia deve permanecer como ponto de partida, porque a universidade não é um armazém de ficheiros nem uma sucessão de tarefas submetidas numa plataforma; é uma comunidade onde se aprende a pensar com outros.

A evolução e adoção generalizada da inteligência artificial generativa veio tornar esta discussão mais urgente. Se antes já era possível faltar e recuperar parte dos materiais através do Moodle, de vídeos ou de apontamentos, hoje é possível pedir a um sistema de IA que explique, resuma, traduza, programe, compare, argumente e até simule uma resposta académica. A ausência ficou mais confortável. Mas o conforto, em educação, nem sempre é sinónimo de progresso. Há aprendizagens que exigem demora, fricção, escuta, reformulação e contacto com a dificuldade. Uma máquina pode oferecer uma resposta, mas uma aula bem construída pode ensinar o estudante a merecê-la.

A mudança já não é marginal. No Reino........

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