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Não tenham medo de falar: quem vive num lar tem direitos

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13.08.2026

Vivemos numa sociedade em que, muitas vezes, aqueles que se encontram numa posição de maior fragilidade são também aqueles que têm menos capacidade para fazer ouvir a sua voz. Entre essas pessoas encontram-se, inevitavelmente, muitos dos nossos idosos.

Todos nós conhecemos alguém que, em determinado momento da vida, teve de tomar uma decisão difícil: colocar um familiar ou uma pessoa próxima num lar. Na maioria das vezes, essa decisão não é tomada por falta de amor, mas precisamente pelo contrário. É tomada porque existe uma preocupação genuína com aquela pessoa e porque, perante as exigências da vida, nem sempre é possível garantir em casa os cuidados de que necessita.

Há pessoas que já não conseguem permanecer sozinhas, que necessitam de acompanhamento permanente ou que precisam de cuidados que os seus familiares, por falta de tempo, de condições ou de capacidade financeira, não conseguem assegurar.

É nesse momento que o lar surge, aos olhos de uma família, como um lugar de segurança.

Um lugar onde esperamos que esteja alguém capaz de cuidar daqueles que mais amamos.

Um lugar onde esperamos encontrar respeito, atenção, dignidade e humanidade.

Confiamos nessas instituições aquilo que temos de mais precioso: as pessoas que amamos.

E é precisamente por isso que é tão difícil aceitar quando essa confiança é quebrada.

Não podemos aceitar que uma pessoa idosa seja humilhada, ameaçada, negligenciada ou privada dos cuidados de que necessita. Não podemos aceitar maus-tratos, sejam eles físicos ou psicológicos. E não podemos, sobretudo, olhar........

© Observador