A encruzilhada
Fomos confrontados, na passada semana, com duas intervenções muito relevantes sobre a inteligência artificial.
Por um lado, uma encíclica do Papa Leão XIV, que se debruça sobre a importância da humanização desta extraordinária ferramenta que, se utilizada por todos e para o bem de todos, pode ser uma enorme mais valia para o desenvolvimento da qualidade de vida da humanidade.
Por outro lado, um alerta preocupado, por parte da Anthropic, através de um blog post publicado a 4 de Junho de 2026 intitulado “When AI Builds Itself”, assinado por Jack Clark (co-fundador e responsável de política) e Marina Favaro (directora do instituto de investigação interno), em que o risco que mais os preocupa é a chamada “melhoria recursiva”, ou seja, a ideia de que um sistema de IA se torna capaz de se tornar mais inteligente por si próprio, sem intervenção humana.
Também aqui, aquilo que está por detrás desta preocupação é a democratização da utilização desta ferramenta.
Enquanto que a preocupação de Leão XIV promove a democratização da utilização para assegurar a distribuição dos benefícios pela maioria e inibir a acumulação da riqueza em apenas alguns poucos, a........
