O erro que mata
Se há notícia que me afeta, é a da morte de uma criança. Mais uma nos foi dada recentemente, desta vez uma criança abandonada numa viatura de transporte de crianças de uma creche de Almada.
De manhã, a menina, de um ano e meio, foi recolhida em casa pela viatura da instituição. Depois seguiu para uma dependência do ensino pré-escolar perto de onde devia de facto ter sido deixada. A viatura ficou estacionada o dia todo com a criança esquecida lá dentro. Só se pensou nela às 16h, quando os pais a foram buscar. Quando alguém se dirigiu à viatura, a criança já estava inanimada. Pouco depois, foi declarado o óbito.
Há pouco tempo, no pico de calor que assolou a Europa, não foram uma, mas duas crianças, irmãos, esquecidas no carro, que morreram. Imagino o que sofreram. Viveram os seus últimos momentos juntos, mas sem quem os devia ter acompanhado.
O setor automóvel, ciente deste problema, já criou soluções para evitar esta catástrofe. O meu Tesla, felizmente, apita se eu me esqueço da minha filha no banco do lugar de trás. Entro em pânico só de pensar que poderá acontecer. Mas a máquina ajuda-me. Uma maravilha. Devia ser obrigatório que todos os carros tivessem esta função, como o airbag? Por que não?
Mas não queria falar de soluções tecnológicas, que também as há, mas de causas e possíveis explicações para o fenómeno. No caso da menina Beatriz, de Almada, aparentemente, pelo que se soube da comunicação social, foi uma funcionária que a devia ter deixado no berçário, mas deixou-a sozinha no carro. É inevitável que a atenção recaia, em........
