Crónica de um cliente na Suécia
Viajei para a Suécia e tive uma experiência inesperada e interessante. Num dos supermercados de uma cadeia, em Malmö, estava a servir-me de uma salada no buffet para um recipiente de cartão, quando acidentalmente o deixei cair aberto no chão. Virei costas e comecei tudo de novo. Apareceu uma funcionária munida de um balde e de uma esfregona e, em inglês, instou-me a que limpasse aqueles restos de comida. Fiquei estupefacto e disse-lhe que não o tinha feito de propósito e que nunca tinha visto nada assim em nenhum país. Nunca me tinham pedido, como cliente, para limpar sujidade feita por mim de forma involuntária. Ela respondeu que é bastante comum. Não esclareci onde. O habitual é o cliente apresentar desculpas e o funcionário dizer que “não tem problema, eu limpo”. Resignadamente, e porque “em Roma, sê romano”, lá limpei a confusão, mas não sem praguejar e argumentar que, como cliente, pago um serviço que inclui a limpeza da loja e os salários dos funcionários. A rapariga, assertivamente, afirmou que “you got to clean your mess” e advertiu-me para não falar assim, quando eu afirmei que, como cliente, sou eu que lhe pago o salário. Afastou-se e, como eu não queria criar mais conflitos, acabei o trabalho, paguei a minha conta e saí.
O que me aconteceu na Suécia fez-me pensar onde termina o serviço prestado por uma empresa e........
