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"Minuto de silêncio" e "dia de reflexão", conceitos datados?

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18.02.2026

Entrei no Estádio onde ia ver ao vivo a minha equipa preferida, e, sem olhar para ninguém, deduzi que a disposição dos milhares de fãs já ali presentes naquela ocasião era alegre e festiva: com efeito, todos batiam as palmas com firmeza e empenho.

Puro engano da minha parte: a dita e sonora celebração inscrevia-se tão somente nos sessenta segundos de homenagem a alguém que há pouco havia falecido. É verdade que não ouvi então quaisquer manifestações verbais de júbilo a acrescentar ao impressivo e ritmado bater de palmas, mas mesmo assim e uma vez mais, fui surpreendido por este hábito público já razoavelmente generalizado: a reverência silenciosa a quem deixou esta vida terrena terá passado a ser algo de arcaico, sem lugar de destaque nesta nossa sociedade do espetáculo sempre em estado de exibição.

Essa aparente mostra de marginalização do valor da recatada reserva, enquanto óbvia resposta diante da tristeza pela “partida” do ser homenageado, reflete-se igual e talvez sintomaticamente – embora de forma diversa -, noutros ambientes e cerimónias mais solenes e restritos organizados com o mesmo propósito: também aqui se presencia uma atitude de entorse às antigas e tácitas regras de discrição demandadas nessas específicas ocasiões – e que voluntariamente se distanciam do tom e modo usados out there, no nosso quotidiano mais ou menos descontraído. Na verdade, o preto de luto que até hoje, sem reservas, traduzia esteticamente a partilhada dor pelo desaparecimento de alguém, terá aparentemente perdido essa exclusividade funcional na geração Z, ou melhor, nos tempos já parcialmente definidos pelos digital natives. 

«Mas no essencial esses tais “rebeldes” estão presentes e solidarizam-se com os demais, é tão somente a........

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