A política das promessas fáceis
Na política, é muitas vezes mais fácil prometer quando não se tem a responsabilidade de governar.
Há sempre margem para aumentar um apoio, reforçar um subsídio, criar uma nova gratuitidade ou reduzir uma taxa. Cada proposta, vista isoladamente, parece generosa, justa e difícil de contestar.
Quem pode ser contra ajudar mais?
Quem pode ser contra pagar menos?
É precisamente por isso que estas propostas são politicamente tão tentadoras.
O problema começa quando são apresentadas sem que se façam contas. Se aumenta a despesa e diminui a receita, onde se vai buscar o dinheiro?
A resposta acaba quase sempre por conduzir à mesma fonte, o dinheiro dos contribuintes.
É fácil propor mais apoios quando não se tem de decidir de onde vem o dinheiro. É fácil defender uma redução de receitas quando não se tem de garantir o pagamento dos serviços, a manutenção dos equipamentos ou o funcionamento diário das instituições.
Quem apresenta a proposta recolhe o aplauso. Quem governa fica com a obrigação de equilibrar as contas.
Não há nada de errado em propor o aumento de um apoio ou a redução........
