8 de Fev.: proteger a democracia ou salvar o status quo?
A aproximação ao dia 8 de fevereiro coloca-nos perante um cenário que exige muito mais do que a habitual espuma dos dias ou a repetição acrítica de slogans a que nos habituaram.
O que está verdadeiramente em causa nesta eleição disputada num clima de alta tensão entre André Ventura e António José Seguro transcende as próprias figuras e é um teste à maturidade do nosso sistema democrático e à capacidade do eleitorado de separar o trigo do joio no meio de um ruído ensurdecedor.
Nas últimas semanas assistimos a um debate público sequestrado por uma chuva de adjetivos onde de um lado temos a colagem de epítetos como fascista ou xenófobo e do outro a retórica antissistema.
Mas objetivamente o que é que esta guerra de rótulos produziu?
As sondagens e a perceção pública indicam que a estratégia de diabolização usada até à exaustão pode ter esgotado o seu prazo de validade.
Ao invés de afastar o eleitorado parece ter cristalizado posições e tornado a disputa muito mais renhida do que as........
