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Quando o corpo quer sentir, mas o medo de se permitir é ainda maior

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31.07.2026

Há algumas semanas contei aqui que muitas pessoas chegam até mim acreditando que o problema é a falta de prazer. Depois de tantos anos trabalhando com sexualidade somática, posso dizer que, na maioria das vezes, o problema nunca foi o prazer.

O que falta é segurança.

O prazer só floresce quando o corpo entende que não existe perigo.

Hoje quero contar a história da Isabela, nome fictício de uma paciente que iniciou comigo um processo de desenvolvimento da sexualidade.

Isabela é uma mulher bonita, inteligente, cuida da saúde, trabalha, estuda, mas basta observá-la por alguns minutos para perceber que existe uma enorme distância entre a mulher que ela é e a mulher que acredita ser.

Na nossa primeira sessão seguimos para uma prática de massagem tântrica e, poucos minutos depois do início, senti o corpo dela retrair completamente. A respiração ficou curta, os músculos endureceram e aquele corpo, que dizia querer sentir prazer, parecia implorar para fugir dali.

Na terapia não existe nada para provar. Existe apenas um corpo mostrando o que consegue viver naquele momento.

Passei alguns exercícios para que ela fizesse em casa e marcamos um novo encontro.

Alguns dias depois, ela me enviou uma mensagem dizendo que não conseguiria comparecer. O corpo havia entrado novamente em um estado de ansiedade e ela preferiu remarcar.

Ao invés de insistirmos na sessão presencial, marcamos uma reunião online para entender melhor o que estava acontecendo.

Durante a nossa conversa, perguntei onde aquela vergonha morava dentro dela.

Ela fechou os olhos por alguns instantes e respondeu:

"É como se eu entrasse em um quarto escuro........

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