menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Investimentos na soberania e transição energética

22 0
25.03.2026

A visita do presidente Lula à Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), realizada na última sexta-feira (20/3), foi simbólica ao mostrar o rumo da política energética implementada pelo atual governo. Os investimentos no setor colocam o Brasil em trajetória de maior autonomia e segurança no abastecimento de combustíveis.

Foram anunciados investimentos na refinaria que podem chegar a R$ 9 bilhões, com potencial de criar até 36 mil empregos diretos e indiretos na próxima década. Os recursos vão ampliar a estrutura da refinaria, que até o fim do ano deve produzir 200 mil barris por dia, passando para 240 mil em 2027.

Esses aportes representam não apenas reforço operacional, mas retomada de dinamismo em um setor que vinha sofrendo com desinvestimentos em governos anteriores. A Regap, que deixou a carteira de desinvestimentos da Petrobras, emerge como polo de investimentos e geração de empregos, que chegam a 3.800 funcionários, além de manter 16 mil fornecedores cadastrados, com cerca de R$ 28 bilhões contratados na região.

Os investimentos anunciados não se restringem ao aumento de capacidade de refino tradicional. Na Regap já está em implantação a produção de SAF (combustível sustentável de aviação) e a produção de diesel R com conteúdo renovável, em conformidade com a Lei do Combustível do Futuro e normas internacionais da aviação civil.

No evento, foi inaugurada a primeira usina fotovoltaica instalada numa refinaria da Petrobras, com investimento de R$ 63 milhões e cerca de 20 mil painéis. Essas iniciativas aproximam o Brasil das exigências globais por combustíveis de menor pegada de carbono, garantindo mercado e competitividade. Elas mostram que a transição energética pode caminhar junto com a modernização do refino, sem descuidar da segurança do abastecimento.

Os investimentos na Regap vão repercutir além do setor energético, já que a refinaria é um pilar da economia mineira. Ela representa cerca de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Além disso, é apontada como a maior pagadora de impostos em Minas Gerais, contribuindo com R$ 15,3 bilhões em ICMS, o que evidencia seu papel no financiamento de políticas públicas e serviços.

Ao mesmo tempo em que anunciou investimentos, o presidente Lula reiterou medidas para conter aumentos abusivos dos combustíveis, como a intensificação da fiscalização dos postos, a discussão sobre zerar o ICMS do diesel e a promoção de mecanismos regulatórios que impeçam margens exploratórias em momentos de crise internacional.

Em um cenário internacional mais instável, ampliado pelos efeitos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que pressiona mercados, gera volatilidade nos preços e ameaça o fluxo de petróleo, as decisões anunciadas pelo governo e pela Petrobras têm impactos estratégicos diretos sobre a soberania energética, a economia mineira e o desenvolvimento industrial do país.

A política energética do governo federal tem o objetivo de aumentar a autossuficiência em combustíveis, proteger a economia nacional de choques externos e reativar importantes polos produtivos, como a Regap, cujo peso no PIB mineiro e na arrecadação do estado a torna peça-chave para o desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil.

REGINALDO LOPES O Brasil quer ficar livre da escala 6x1

REGINALDO LOPES Basta de feminicídio

REGINALDO LOPES Vamos reconstruir as áreas atingidas na Zona da Mata

Últimos capítulos: Resumão final da novela Três Graças de 26 a 28 de março de 2026

Últimos capítulos: Resumo completão da novela Três Graças de 25 a 27 de março de 2027

Antes da despedida: Resumo final da novela Coração Acelerado de 25 a 30 de março de 2026

A caminho do fim: Resumo final de Coração Acelerado de 31 de março a 06 de abril

O amor venceu: Final de Agrado e Eduarda vaza e Globo antecipa desfecho em Coração Acelerado


© O Tempo