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Stefan Salej defende projeto nacional com foco em competitividade, educação e valor agregado

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20.02.2026

O empresário Stefan Salej, fundador e presidente do Conselho da Slovenian Global Business Network — rede de câmaras de comércio eslovenas presente em 40 países — esteve em Belo Horizonte para visita institucional à diretoria da ACMinas. Durante o encontro, defendeu que o próximo presidente da República adote um projeto de governo baseado em eficiência, eficácia econômica e resultados sociais para a maioria da população.

Segundo Salej, é essencial reforçar a qualidade da educação e adaptá-la às transformações tecnológicas e às exigências do mercado de trabalho. “Tem que reforçar a educação, a qualidade da educação, acesso e que essa educação seja adaptada ao desenvolvimento tecnológico e ao mercado de trabalho”, afirmou.

O executivo também provocou um debate sobre o posicionamento estratégico do Brasil na economia global. Para ele, o país precisa decidir se continuará como exportador de matérias-primas e commodities ou se avançará na produção de bens industrializados e de maior valor agregado. “Nós temos uma base humana extremamente rica, do ponto de vista multicultural. Tem que ter políticas sociais de apoio a grupos sensíveis, mas também dar oportunidade de mobilidade social”, disse o ex-presidente da FIEMG.

Ao abordar a política de proteção tarifária, Salej defendeu que medidas de proteção sejam temporárias e acompanhadas de ganhos de competitividade. “Você protege num determinado período e dá condições para que aquele setor seja ele comercial, de serviços ou de indústria”, avaliou. Para ele, a proteção excessiva e prolongada pode comprometer a adaptação às mudanças de mercado e tecnologia.

O aumento de competitividade, na avaliação do empresário, também esbarra no chamado Custo-Brasil. Ele citou o caso do Banco Master e os impactos da retirada de recursos do Fundo Garantidor de Crédito. “Se você tem um tombo achando que o governo vai pagar, quem paga somos nós, contribuintes, e isso diminui a competitividade. Foram tirados cerca de R$ 100 bilhões de mercado de dinheiro que poderia ser usado nas escolas, na saúde”, afirmou.

Em relação a Minas Gerais, Salej destacou o peso do Estado na formação do superávit brasileiro e defendeu maior investimento em centros de pesquisa conectados aos setores produtivos. Para ele, a transformação econômica passa pelo fortalecimento de polos regionais e pela integração entre desenvolvimento tecnológico e atividade empresarial.

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