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Lítio da CBL tem investimento milionário em Minas Gerais

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27.06.2026

O segundo episódio da temporada Minas S/A Protagonismos, disponível em todas as plataformas de O TEMPO, é com Wilson Brumer – reconhecido pela gestão de empresas estratégicas para o Brasil, como a mineradora Vale e diversas outras.

Presidente do Instituto Cultural Filarmônica e membro do conselho da Companhia Brasileira de Lítio (CBL), Brumer é cônsul honorário do Japão em Belo Horizonte e autor do livro “Brumer e a Testa Fria de Jacó”.

O executivo aborda o desafio da gestão da Filarmônica de Minas Gerais – que recebe cerca de 100 mil pessoas por ano – e os planos de investimento da CBL de US$ 150 milhões na operação para ampliar a produção no Vale do Jequitinhonha para 6.000 toneladas de lítio por ano. Localizada no município de Divisa Alegre (MG), a cerca de 180 km da unidade de mineração, na planta química o concentrado de espodumênio é convertido em compostos químicos de lítio de alta pureza.

A seguir, a entrevista de Wilson Brumer e na íntegra no vídeo:

A Companhia Brasileira de Lítio (CBL) é uma empresa que existe desde 1985?

Os fundadores da CBL foram visionários. Há pouco mais de 30 anos ninguém falava de lítio, como também não falava de nióbio. É uma mina subterrânea a 180 km de uma refinaria em Divisa Alegre (MG).

Como são as reservas minerais?

Com apenas 20% da área pesquisada nos últimos anos, lá nós temos mineral suficiente para triplicar a produção da empresa para os próximos 15, 20 anos.

A CBL está investindo US$ 40 milhões para triplicar a capacidade de refino químico de sua planta em Divisa Alegre (MG), saltando de 2.000 para 6.000 toneladas anuais de lítio. O projeto integra um plano de expansão mais amplo e avaliado em cerca de US$ 150 milhões para aumentar a mineração nas cidades de Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

Sim, nossa produção é de 2.000 toneladas. Então, como competir? Porque a escala é importante até para os custos do negócio. Uma das ideias que a gente tem e está em instrução é a de como ampliar essa refinaria, sabendo que temos que enfrentar um grande problema no Brasil, que é chamado “custo Brasil”. 

Isso interfere muito, não é?

É. Porque vamos sair de uma mina que tem o custo da logística, tem o custo de processamento, custo de equipamento para chegar até o porto.

Hoje, o que está na mesa em termos de futuro?

Já estamos com basicamente todo o estudo de viabilidade da mina que sairá de uma produção de 50 mil toneladas para 150 mil toneladas.

Esse investimento é para o concentrado de espodumênio, que é convertido em compostos químicos de lítio de alta pureza?

É, a produção seria quase triplicada já com essas reservas minerais conhecidas. E esse investimento é de aproximadamente US$ 150 milhões só na mina. Com esse investimento, a mina vai ser talvez uma das mais competitivas do mundo. 

Para um investimento de US$ 150 milhões para agregar valor à atual produção de 100 mil toneladas – se fosse com um projeto greenfield, ou seja, começando do zero –, o investimento seria muito........

© O Tempo