Balanço caribenho
Com 43 anos, o músico Maykel Osorbo teve tempo suficiente para mofar nas filas diárias, aguardando a vez de pegar um pacote de açúcar, pães de farelo suspeito e um litro de leite raleado – presentes da ditadura comunista que há mais de 60 anos massacra o povo cubano. É tempo bastante para encher o saco de alguém indignado com o que está vivendo e reagir.
Mas, reagir, como? Nunca existiu liberdade em Cuba; somente a obrigação de apoiar, na marra, a cartilha martelada nas crianças de lenços vermelhos ao pescoço. Quando crescem, só duas opções: ou viram membros da gigantesca burocracia ditatorial, das milícias que perseguem, torturam e matam dissidentes - ou caem na real e na mira da polícia.
Zoando o velho slogan da revolução - “Pátria ou Morte!” - Maykel Osorbo optou pela vida e deu este tom ao rap criado com seu grupo. O clipe foi gravado por artistas latinos; vale a pena ver no........
