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Ourém é um “paraíso” de suspeitas

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05.02.2026

Os casos que envolvem João Moura podem ser considerados uma gota no oceano no que diz respeito às suspeitas que têm existido nos últimos anos na política local em Ourém. Várias figuras da política local surgiram associadas a processos judiciais que ajudam a desenhar um retrato preocupante da relação entre poder e ética naquele concelho.
Um dos casos mais recentes a ganhar dimensão pública envolveu António Gameiro, antigo deputado do Partido Socialista e uma das figuras mais influentes da política oureense nas últimas décadas. A sua constituição como arguido na Operação Mais-Valia, relacionada com a venda da antiga sede da Federação Portuguesa de Futebol, voltou a colocar Ourém no centro de uma investigação de âmbito nacional. Não se trata de um episódio isolado: o seu percurso político tem sido intercalado por processos judiciais, buscas e suspensões de funções.
Também o ex-presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca, que foi igualmente Governador Civil, tem um historial judicial que dá pano para mangas. A sua situação de insolvência pessoal, discutida ao longo de vários anos nos tribunais, deu origem a pedidos de perda de mandato e levantou dúvidas sobre a compatibilidade entre liderança autárquica e fragilidade financeira grave. Ainda que a justiça não tenha determinado o seu afastamento definitivo, o caso contribuiu para um clima de permanente contestação e desgaste institucional, levando-o a perder as eleições em 2017 para Luís Albuquerque.
O caso mais........

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