A valorosa Ordem da Cagada Autárquica e o fim da poesia pícara às mãos da videovigilância florestal da GNR
Arejado Serafim das NevesQuando, já lá vão mais de cinco anos, o então presidente da Câmara do Entroncamento, o simpático, afável e sorridente, Jorge Faria, mandou encerrar, com urgência, o Jardim-de-Infância Sophia de Mello Breyner Andresen, por risco iminente de derrocada, os que o construíram e os que o mandaram construir, não disseram, nem ai, nem ui. Calaram-se que nem ratos, o que revela a confiança que tinham, no trabalho feito.Na altura, lembrei-me da lenda do arquitecto Afonso Domingos que dirigiu o fecho da abóbada da sala do capítulo do Mosteiro da Batalha. Escreveu Alexandre Herculano, nas Lendas e Narrativas, que perante as dúvidas de alguns sobre a qualidade do trabalho, ele se sentou três dias e três noites, debaixo da mesma, em jejum, tendo dito, no final, antes de morrer, a frase: “a........
