A infância perdida no futebol
Há um tempo, não muito distante, o futebol começava na rua, passava pelo recreio da escola e só depois, se tivesse de ser, chegava a um campo com linhas direitas. Jogava-se para ganhar, claro, mas sobretudo para jogar. Errava-se muito. Ria-se ainda mais. E ninguém perguntava o "potencial de mercado" do miúdo que passava a tarde a fazer "cuecas" aos amigos.
Hoje, o futebol começa cedo. Cedo demais. O futebol infantil transformou-se numa espécie de MBA com caneleiras. Há relatórios, avaliações trimestrais, planos individuais de desenvolvimento e pais a filmar jogos como se estivessem a documentar uma estreia europeia. Aos oito anos já se fala em "perfil",........
