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Igualdade entra em campo

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26.03.2026

A recente decisão da FIFA de exigir a presença de pelo menos uma treinadora nas equipas técnicas em todas as competições femininas representa um passo importante na promoção da igualdade de género no futebol. A medida, que também inclui a obrigatoriedade de pelo menos uma mulher na equipa médica e duas entre os oficiais no banco de suplentes, entra em vigor já nas próximas edições dos Mundiais femininos de Sub-20 e Sub-17.

Aprovada no Conselho da FIFA do passado dia 19, esta iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla de valorização da presença feminina no futebol profissional. Durante décadas, o desporto foi dominado maioritariamente por homens, não só dentro das quatro linhas, mas também nas estruturas técnicas e de direção. Apesar do crescimento do futebol feminino nos últimos anos, a representação das mulheres em cargos de liderança continua aquém do desejável.

Neste contexto, a nova regra surge como uma medida concreta para acelerar a mudança. Ao garantir oportunidades reais para treinadoras e profissionais de saúde do sexo feminino, a FIFA contribui para quebrar barreiras históricas e promover um ambiente mais inclusivo. Mais do que uma imposição, trata-se de um incentivo à diversidade e à igualdade de oportunidades.

Na nossa opinião, esta decisão é não só justa como necessária. Promover as mulheres no futebol é essencial para o desenvolvimento equilibrado da modalidade. Ao dar visibilidade e espaço às profissionais femininas, cria-se também inspiração para as gerações mais jovens, que passam a ver o futebol como um espaço onde podem ambicionar diferentes papéis, para além de jogadoras.

É importante reconhecer que a igualdade não se alcança apenas com discursos, mas sim com ações concretas como esta. Embora possam surgir críticas quanto à obrigatoriedade, a verdade é que medidas estruturais são muitas vezes indispensáveis para corrigir desigualdades enraizadas. No futuro, espera-se que este tipo de regras deixem de ser necessárias, mas, por agora, é um passo decisivo na construção de um futebol mais justo e representativo.


© O Jogo