O Vitória do orgulho e da instabilidade
É fácil gostar do Vitória, pelo que significa numa realidade esmagada por Benfica, FC Porto e Sporting, e ao mesmo tempo zangarmo-nos com o clube por não saber, tantas vezes, para que lado deve atacar, como se vivesse num permanente estado de hesitação futebolística que acaba por se traduzir em tantos golos na própria baliza. E aqui estamos, outra vez, perante um Vitória perdido em si próprio, a revelar uma dificuldade recorrente em lidar com os momentos em que, por uma vez, a história lhe sorri de frente, como se o sucesso fosse um território onde o clube não se sente confortável.
