Modernização Aplicacional: Coragem para “mexer no que funciona”
Este é um dos maiores travões à competitividade das organizações em Portugal e na Europa. Não nos falta talento nem ambição. Falta-nos a coragem para reconhecer que o risco de modernizar é, na verdade, menor do que o risco de ficar parado.
A falsa economia de não mexer no sistema que funciona
O argumento mais comum contra a modernização é também o mais intuitivo: “se funciona, não mexas.” E, de facto, funciona – até ao dia em que deixa de funcionar, ou até ao momento em que o custo de manter se torna insustentável.
O fator que muitas organizações não contabilizam é o custo real do legacy – não se trata apenas da manutenção, mas também da dificuldade da integração com parceiros e fornecedores que operam em plataformas mais modernas. Reflete-se na lentidão com que se lançam novos produtos ou serviços, quando cada alteração exige meses de desenvolvimento e testes num ambiente frágil. Manifesta-se na exposição acrescida a riscos de segurança, já que os sistemas antigos nem sempre suportam mecanismos de proteção atuais. E traduz-se na dependência de um número cada vez mais reduzido de especialistas capazes de saber manter esse código.
Em muitas organizações, grande parte do orçamento de IT continua a ser absorvida pela manutenção dos sistemas existentes, sobrando pouco para a inovação. Neste contexto, surge frequentemente a pergunta: “porque é que não conseguimos transformar-nos digitalmente?” A resposta está no modelo atual........
