“My way or the highway”
A recente investida de Donald Trump contra a Europa não deve ser interpretada como mais um episódio passageiro de divergência comercial. Embora o gatilho imediato seja concreto — a disputa política em torno da Groenlândia e o reposicionamento estratégico no Ártico, onde segurança, recursos e rotas marítimas se cruzam —, o significado é mais profundo do que o pretexto do momento. O que está em curso é um exercício de coerção estratégica: o uso de tarifas e pressão económica para impor disciplina política inclusive a aliados históricos.
Trata-se da lógica do “my way or the highway” — expressão que sintetiza uma postura unilateral de comando: não se negocia, exige-se. Ou há alinhamento total, ou sobrevém punição.
Contudo, seria um erro atribuir esse padrão apenas ao temperamento volátil de Trump. O trumpismo é, em grande........
