A função jurídica na banca passou do fim da linha a construtora de confiança
Durante muito tempo, os departamentos jurídicos foram posicionados no final dos processos decisórios, chamados a validar soluções já desenhadas. Hoje, esse modelo revelou-se insuficiente. A velocidade da transformação digital, a complexidade regulatória e a exigência dos clientes têm conduzido a uma reconfiguração do papel da função jurídica, tradicionalmente posicionada no final do processo decisório, passando esta a ser envolvida desde o início desses processos.
Quem trabalha hoje em funções jurídicas no setor financeiro sabe que este reposicionamento não é apenas conceptual: sente-se no dia a dia, na forma como se discutem produtos, processos, campanhas e decisões que chegam diretamente ao cliente.
Esta mudança é particularmente evidente no crédito ao consumo e nos instrumentos de pagamento (cartões de débito e crédito), produtos usados diariamente por milhares de pessoas e cada vez mais contratados através de canais digitais. Nestes casos, a proteção do........
