Residência fiscal e dupla tributação: o que brasileiros em Portugal ainda subestimam
A mudança de país é frequentemente vista como um marco definitivo também do ponto de vista fiscal, no entanto, para muitos brasileiros que passam a residir em Portugal, a realidade pode ser mais complexa do que se imagina, sobretudo quando se trata da definição de residência fiscal e da eventual incidência de tributação em mais de uma jurisdição.
Um dos equívocos mais comuns é presumir que a simples saída física do Brasil basta para encerrar as obrigações perante o Fisco brasileiro. Na prática, porém, a condição de residente fiscal depende do cumprimento de formalidades específicas, como a apresentação da Comunicação de Saída Definitiva e da Declaração de Saída Definitiva do País, além da observância dos prazos legais – nomeadamente, a comunicação até ao último dia de fevereiro do ano subsequente à saída e a declaração dentro do prazo regular de entrega do imposto de renda. Sem essas providências, o contribuinte pode continuar a ser considerado residente no Brasil, ainda que já esteja plenamente estabelecido em Portugal.
Ainda assim, é importante destacar que não basta “cumprir no papel” esses requisitos formais, como sair........
