Patriarcado, o maior aliado da procriação
A regra de ouro de todas as civilizações que vingam no tempo poderia ser resumida na tríade “patriarcado, procriação e realização”. Não se conhecem civilizações complexas e duradouras organizadas em torno de uma supremacia feminina sistemática nos domínios político, económico, militar e religioso. É verdade que muitos ainda sonham com essas fantasias, como se historiadores malévolos tivessem falseado a história ao arrepio das mulheres, mas a realidade é o que é. Isto não é nenhuma provocação, é apenas a constatação de que a sobrevivência das sociedades tem passado sempre pela articulação entre autoridade masculina socialmente legitimada, enquadramento institucional da sexualidade e da família e produção de condições estáveis para a reprodução biológica e cultural.
Foi sempre desta forma que as sociedades transformaram a força masculina em responsabilidade paternal para protecção da mulher e dos filhos, converteram a competição sexual em ordem familiar e garantiram a reprodução biológica como forma de continuidade histórica. E claro que estes mecanismos sociais, além de terem servido sempre um propósito de continuidade colectiva, cumpriram também propósitos mais íntimos e privados de gratificação emocional, segurança e conforto social, pois ninguém é feliz vivendo isoladamente, centrado apenas nos seus desejos e necessidades. E digo “cumpriram” porque já não vivemos em patriarcado, há décadas, embora muita gente se mostre assombrada por ele em toda a parte. Não há qualquer vestígio de ordem patriarcal nas leis, no mercado laboral, na educação e formação de crianças e jovens, nos relacionamentos amorosos, nas dinâmicas familiares, nem nas mentalidades e expressões culturais do Ocidente.
O que podemos dizer da sociedade em que vivemos hoje? Os nossos rapazes sentem-se fortes? A sua energia está a ser........
