Comandar não é para qualquer um
A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou avanços significativos nos últimos anos. Muitos deles foram impulsionados pelo processo de democratização, alavancado pela liberdade sindical e pela ação dos sindicatos, enquanto força de pressão social.
Estes progressos refletem-se na aproximação entre carreiras, num espírito de camaradagem mais salutar, na mitigação do formalismo hierárquico rígido, na especialização técnica e numa melhor integração na sociedade civil.
Contudo, persiste ainda no seio da instituição uma cultura rígida e, por vezes, injustificável. Esta postura manifesta-se sobretudo em quem detém responsabilidades de comando, mas carece de capacidade, legitimidade ou de um perfil alinhado com os valores da liberdade e da democracia - falhando à premissa de ser "Uma polícia democrática, ao serviço do Cidadão".
A PSP é uma organização hierarquizada e uniformizada, estruturada em três carreiras (Oficiais, Chefes e Agentes). Cabe aos Diretores e Comandantes a missão de dirigir e comandar, sempre sob o pressuposto do interesse público e balizados pelos princípios de um modelo democrático.
Todavia, em pleno 2026, ainda assistimos a punições arbitrárias assentes num........
