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Orgulhosamente (?) sós!

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15.04.2026

Na ausência de autarquias regionais, Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve têm comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR), constituídas em 2003, a partir das CCR, respeitando a divisão regional de 1969.

O governo de António Costa decidiu que o seu presidente devia ser eleito pelos autarcas e que as CCDR deviam ter mais atribuições

Mas que temos? Candidatos a presidentes escolhidos pelos líderes nacionais do PSD e do PS, em quem depois votam os autarcas, pacificamente, entregando o seu poder de escolha ao centralismo partidário. Segue-se a indicação, pelo governo central, dos vice-presidentes com responsabilidades nas áreas de Agricultura e Pescas, Ambiente, Cultura, Educação, Saúde e Desenvolvimento Regional e Ordenamento do Território, que ficam com uma dupla tutela: dependem do Presidente da CCDR, mas também do ministro da sua área de ação. Quem, entre os dois, terá mais influência? Seguramente o governo, até porque o presidente deixou de depender dos autarcas, já que foi indicado pelos partidos.

Reforça-se assim o centralismo, afastando-nos do resto da Europa, onde as regiões (com líderes eleitos) são essenciais. Além disso, não será coincidência que, sem contestação, os grandes projetos nacionais (aeroporto, pontes, regeneração a sul do Tejo,...) estejam previstos para um único espaço: a "região de Lisboa"! Só é de estranhar que isto ocorra quando os homens fortes do PSD vêm de Espinho, Braga e Tondela, e o líder do PS de Baião.


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