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“Under Pressure”, e agora?

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14.04.2026

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Em 1981, os Queen e David Bowie gravaram “Under Pressure”, uma música sobre o que a pressão faz às pessoas e às sociedades. O que esta canção captava não era um momento de crise, mas a acumulação e a tensão que precede a rutura.

Estamos a viver um momento de acumulação de pressões simultâneas que não tem paralelo recente, e os sinais estão aí: “metamorfoses geopolíticas” com conflitos militares a concorrerem em gravidade com o risco cibernético, mostrando realidades que, até há pouco tempo, pareciam pura ficção. Tarifas e choques comerciais que agravam a incerteza estratégica. Fenómenos meteorológicos extremos que levam famílias (e empresas) a sentirem estes eventos na carteira. Economias europeias a crescerem 1% ou 2%, que é a velocidade de quem hesita. Inteligência artificial (IA) a avançar com uma ambição que não espera por convites nem por planos de transformação.

Há uma sensação difícil de nomear, mas fácil de reconhecer por todos nós: com tudo o que estamos a assistir, estamos a viver algo disruptivo que nos faz oscilar entre a apreensão e o receio sobre o desconhecido, e o entusiasmo da oportunidade em Davos, Mark Carney disse que estamos “em plena rutura, não numa transição”, e que “quem não está à mesa, está no........

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