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O novo mapa do poder económico global

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Uma reflexão sobre a concentração do poder corporativo, o eixo Estados Unidos-China e os desafios para a sustentabilidade, a Europa e a democracia.

Em 2016, a Oxfam, num estudo também divulgado pela Global Justice Now, "The world’s top 100 economies", chamou a atenção para uma realidade particularmente expressiva: entre as 100 maiores entidades económicas do mundo, 69 eram empresas e apenas 31 eram países. Uma década depois, uma reavaliação conduzida pelo Center for Responsible Business and Leadership, da Católica-Lisbon SBE, em junho de 2026, mostra que o padrão se mantém. Entre as 100 maiores entidades económicas globais, medidas em termos de receita, 67 são empresas.

Mais do que discutir se são 67 ou 69, importa compreender o que este resultado revela. Em 2016, o dado central era que muitas empresas já rivalizavam com países em escala económica. Em 2026, a questão vai além da escala: algumas destas empresas controlam infraestruturas, tecnologias, cadeias de abastecimento, fluxos financeiros e sistemas de intermediação essenciais ao funcionamento da economia global. Empresas como Walmart, Amazon, China National Petroleum, Apple, Microsoft, Saudi Aramco ou State Grid não são apenas grandes organizações. São atores com capacidade para influenciar preços, emprego,........

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