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No Terreiro do Paço nada acontece

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23.02.2026

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Em Portugal, a tensão entre centralização e proximidade nunca foi verdadeiramente resolvida. A fragilidade estrutural do Estado português parece evidente. Quando a crise é ampla e transversal ao território, a resposta fica presa entre um centro distante e municípios que, isoladamente, não têm escala para agir com a rapidez e a robustez necessárias. O Governo decide a partir de Lisboa, mas os danos acontecem no terreno. São as autarquias que enfrentam a urgência com estradas cortadas, equipamentos destruídos, empresas afetadas, famílias desalojadas. E, quando a dimensão ultrapassa fronteiras concelhias, percebe-se o vazio. Falta uma escala intermédia com capacidade política, financeira e técnica para coordenar, decidir e executar.


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