Um elefante na sala
Há precisamente dois anos participei no meu último congresso do PSD-Madeira, para apresentar uma moção que traçava uma clara linha vermelha à colaboração social-democrata com partidos de extrema-direita. Ignorando os fundamentos da social-democracia de Sá Carneiro, os militantes rejeitaram a moção e decidiram continuar o perigoso processo de normalização do Chega. Escolheram um pragmatismo que roça o puro oportunismo, tal como o PSD a nível nacional fez, quando o inicial “não é não” de Luís Montenegro rapidamente se transformou numa mera transação para salvaguardar aritméticas parlamentares. Vimos isso na forma como o governo da AD mesclou, a nível nacional, a temática da imigração com a lei da nacionalidade. Essa foi a gota final que determinou o fim da minha militância no PSD.
Hoje vejo, pela comunicação social, os........
