Amor no tempo do swipe
Terminei o trabalho e comecei a arranjar-me. Os nervos batiam à porta. “Será que é simpático? E se não tivermos conversa? E se ele não for quem diz ser?” A reserva estava feita para as 20h, num bar perto de casa e uma amiga tinha a minha localização. Este é o meu ritual antes de um primeiro encontro. Depois de uns dias a trocar mensagens, lá fui eu.
O bar era familiar, a conversa fluía e as cervejas também. Depois de um par de horas, despedimo-nos. No regresso a casa, pego no telemóvel para contactar a amiga e enviar-lhe um podcast pessoal com os detalhes das últimas horas. Já estava de pijama quando recebei a mensagem: “Oii Pat, gostei muito de te conhecer, pareces ser uma pessoa incrível. Contudo, só queria deixar claro que estou a explorar as minhas opções. Não quero dar a ideia errada.” Que, caro leitor, é sinónimo de: “Quero continuar a escolher do........
© JM Madeira
