Quando a distância se transforma em desigualdade
Viver na Madeira é viver com o mar à volta. É crescer com a noção clara de que o avião não é um luxo, nem um capricho. É uma necessidade. Para um madeirense, deslocar-se ao continente não é um passeio de fim-de-semana. É, muitas vezes, a única forma de estudar, de trabalhar, de aceder a outro tipo de cuidados de saúde, de tratar de assuntos familiares ou simplesmente exercer direitos básicos de cidadania.
É por isso que o princípio da continuidade territorial existe. Está consagrado na Constituição da República Portuguesa. Tal como o princípio da igualdade. Não como favores do Estado, mas como deveres. Deveres para com quem vive numa região ultraperiférica, insular, distante do centro de decisão, mas parte integrante do país.
O novo modelo do subsídio de mobilidade, introduzido pelo Decreto-Lei n.º 1-A/2026 e pelas Portarias n.º 12-A/2026/1 e n.º 12-B/2026/1, representa uma rutura grave com esses........
