Ai chega, chega ó minha agulha
“Brejeira, não sejas trafulha/ Ó bela vem coser o avental!” “Dedal não me apanhas, sou esperta e ladina/ E mais retorcida que as de croché” E era assim a letra da famosa “A Agulha e o Dedal”, cantada por Beatriz Costa. Talvez o governo liderado pelo PSD não tivesse caído tão facilmente na ratoeira do Chega se tivesse aprendido bem que escolher para ter perto de si uma agulha brejeira, trafulha, esperta e ladina, mais retorcida que as de croché, que negociara com ele a aprovação do “pacote laboral”, iria acabar em ponto sem nó. Isto, porque a agulha fugiu ao “didal” quando se assustou com a indignação popular.
Ainda bem, digo eu, já que o “pacote”, como defendido pela CGTP e pela UGT, iria ter graves consequências para os trabalhadores, com o aumento da precariedade, a desregulação dos horários e a facilitação de despedimentos. O impacto social no que tocava à idade da reforma e às alterações nas indemnizações por........
