O monstro em nós
Começou, esta semana, o julgamento dos quatro energúmenos que violaram uma incauta jovem e publicitaram a vileza nas redes sociais. Muito se diz e muito se critica quem diz, quem não diz e quem diz o que ofende a ortodoxia vigente. O que me parece faltar é a tão profiláctica como didáctica discussão em volta do que aconteceu, do que levou àquele desfecho traumático.
Começando pela vítima — que ninguém se engane: é a vítima —, eu uma miúda de 16 anos ainda em fase de maturação do córtex pré-frontal e de desenvolvimento da personalidade. Esta jovem imatura cometeu um ingénuo erro cheio de incúria. Uns dirão que “se pôs a jeito”; eu direi que cometeu um erro cuja terrível consequência é castigo excessivo, numa ordem de grandeza demasiado grande para quantificar, quanto mais justificar.
Quem disser que ela não cometeu erro nenhum presta um mau........
