As contas que o Estado não faz
A conversa sobre o subsídio de mobilidade aérea começa e termina sempre no mesmo ponto: o custo. O Estado olha para os milhões gastos com as viagens dos residentes das ilhas e vê uma despesa crescente. Os madeirenses e açorianos veem um direito básico de continuidade territorial. Entre uma visão e outra existe um oceano. Literalmente.
Nos últimos anos, Lisboa habituou-se a apresentar os números do subsídio de mobilidade quase como quem exibe uma fatura incómoda. Porque os encargos aumentaram, o modelo é pesado, há necessidade de controlo. Traduzindo por outras palavras, instalou-se a ideia de que o subsídio representa um excesso que precisa........
