Hugo Soares (frios)
Na semana passada, a democracia lusa presenciou um pequeno estremecimento no parlamento aquando do elo(quente) discurso de Hugo Soares. E que discurso, se assim se pode considerar. No tom, na forma e no conteúdo, ultrapassou tudo o que a decência aconselharia a moderar, ou mesmo a exterminar. O homem apareceu formoso e seguro, inchado e bem achado no seu patriótico paternalismo, vomitando lições de moral fiscal a tudo o que mexe para lá da ponta de Sagres. Uma enorme vergonha alheia, sim porque a vergonha era dos outros, pois o palestrante, uma coisa que não teve, foi vergonha.
O cavalheiro em questão até parecia que estava afrontado com tamanha eloquência e jactância, talvez acometido com suores frios, que não são mais do que episódios repentinos de transpiração política aguda que não estão relacionados com o calor, mas com uma acintosa falta de respeito pelos portugueses das........
