Por que o Brasil precisa descentralizar seu mercado financeiro
Existe uma relação que a literatura econômica consagrou há décadas, mas que o Brasil insiste em ignorar na prática: mercados financeiros maduros e economias desenvolvidas não são coincidência, são, sim, causalidade.
O economista americano Ross Levine demonstrou empiricamente que países com sistemas financeiros mais desenvolvidos apresentam crescimento econômico consistentemente mais acelerado.
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A lógica é direta: um mercado de capitais e de crédito eficiente aloca recursos de quem poupa para quem investe, reduz o custo de capital, financia inovação e sustenta o empreendedorismo.
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Não por acaso, os Estados Unidos, a Alemanha e o Reino Unido têm ecossistemas financeiros profundos e geograficamente distribuídos. O acesso ao crédito e ao capital não é privilégio das capitais; é infraestrutura nacional.
No Brasil, a equação está incompleta. Temos o tamanho continental de uma economia relevante, mas operamos com a estrutura financeira de um país que ainda não aprendeu a distribuir o que produz.
O diagnóstico começa pelos números. Segundo o Banco Central, os quatro maiores bancos brasileiros – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal – responderam por 57,9% de todas as operações de crédito do país ao final de........
