O apostador também bate ponto
A Copa do Mundo de 2026 terminou. A Espanha levantou a taça, se consagrou bicampeã, ocupou as manchetes e encerrou mais de um mês de jogos, debates, palpites e discussões que atravessaram fronteiras. Mas ela não foi a única vencedora do Mundial.
As bets também saíram da Copa muito maiores do que entraram.
Durante o torneio, os espectadores acompanharam os placares dos jogos quase tão de perto quanto as odds (cotações que indicam a probabilidade de cada resultado e o retorno potencial das apostas).
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A publicidade de casas de apostas deixou de se restringir ao intervalo comercial. Passou a integrar a narração, o merchandising ao vivo e a conversa nas redes sociais enquanto a bola ainda rolava.
Quando a publicidade vira alvo de regulação
Aqui no Brasil, esse modelo ganhou escrutínio ainda durante o torneio.
A Secretaria Nacional do Consumidor abriu apuração preliminar sobre os anúncios de bets veiculados nas transmissões da CazéTV, para avaliar se houve falha na identificação publicitária ou estímulo a apostas impulsivas.
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Em seguida, o Conar concedeu liminar recomendando a suspensão de peças específicas ligadas a três patrocinadores do canal, por considerar que a forma como as odds eram comentadas ao vivo poderia levar o público a subestimar os riscos da atividade.
Do ponto de vista regulatório, o governo já vinha estruturando regras de jogo responsável e impondo limites à comunicação das casas de apostas.
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A Portaria nº 1.231, de 2024, proibiu mensagens que apresentem o jogo como alternativa ao emprego, solução para problemas financeiros, fonte de renda adicional ou forma de investimento. Durante a Copa, o governo avançou novamente.
A Portaria Interministerial nº 73, de 10 de julho de 2026, reforçou a proteção do consumidor na publicidade, comunicação, marketing e oferta das apostas de quota fixa, além de estabelecer procedimentos de cooperação entre os órgãos responsáveis pela regulação e pela defesa do consumidor.
Advertências, restrições de linguagem e instrumentos como a autoexclusão centralizada mostram um movimento claro de política pública: apostar não é consumir um produto neutro.
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Leia também: Qual a distância entre o crime organizado e a sua empresa?
Existe risco financeiro, possibilidade de endividamento excessivo e impacto sobre a saúde mental, emocional e familiar.
Mas e como esse risco tem sido tratado dentro do ambiente corporativo? Infelizmente, poucas empresas parecem discutir o que fazer quando........
