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Relacionamento é “produto” na assessoria de investimentos

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05.08.2026

Antes de assessorar investimentos, eu assessorava causas. Fui advogado antes de entrar para o mercado financeiro, e há um paralelo que carrego comigo desde então. Um cliente não procura um advogado só por conhecimento técnico. Ele procura alguém em quem possa confiar para tomar decisões que impactam sua vida, muitas vezes em momentos de fragilidade, incerteza ou risco.

Quando migrei da advocacia para a assessoria de investimentos, percebi algo que mudou minha forma de enxergar a profissão. A exigência de confiança não diminuiu, ela aumentou. No Direito, o cliente entrega um problema pontual e espera uma solução (isso no contencioso). Na assessoria de investimentos, o cliente entrega algo mais amplo e mais contínuo, o próprio patrimônio, construído ao longo de uma vida inteira de trabalho, e junto com ele entrega também seus planos de aposentadoria, a faculdade dos filhos, a segurança da família. E essa entrega não acontece uma única vez. Ela se renova a cada decisão, a cada reunião, a cada ciclo de mercado.

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Depois de certo tempo à frente da gestão e comercial da Forttu, com a experiência de olhar para relações de confiança em duas profissões que dependem inteiramente delas, cheguei a uma conclusão que acredito ser central para o futuro da assessoria de investimentos no Brasil. Confiança não é um diferencial competitivo. É o “produto”.

Essa não é uma percepção só........

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