IA: os CEOs estão divididos entre eficiência e crescimento
Nos próximos 12 meses, as empresas vão usar IA para ganhar eficiência ou para gerar crescimento?
Essa foi a pergunta de uma enquete realizada com CEOs durante o LIONS Global CEO Forum 2026.
O resultado: 57% apontaram eficiência, e 43%, crescimento de receita. É uma divisão quase ao meio, sinal de que a liderança global ainda não chegou a um consenso sobre o que fazer com a tecnologia mais discutida dos últimos anos.
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Dois usos, duas apostas
O grupo dos 57% usa a IA para reduzir custos de produção, automatizar processos repetitivos e liberar tempo da equipe. É o caminho mais próximo entre a tecnologia e um resultado financeiro mensurável no curto prazo.
O grupo dos 43% aposta que a IA pode abrir novos produtos, novos mercados e novas formas de se relacionar com o cliente. Nesse caminho, o retorno leva mais tempo para aparecer e a justificativa financeira interna é mais difícil de sustentar, mas o potencial também é maior.
O primeiro grupo às vezes chama de estratégia de IA algo que, na prática, funciona como estratégia de corte de custos com uma tecnologia nova.
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São escolhas com consequências diferentes, que nem sempre ficam claras para a própria empresa
Jensen Huang, CEO da Nvidia, comentou sobre esse uso dizendo que “se o seu CEO está usando IA para cortar headcount, ele não tem imaginação. Recebeu a ferramenta mais poderosa da história humana e o primeiro instinto foi demitir gente.”.
A Nvidia tem interesse nessa visão, já que quanto mais empresas usam IA para crescer, maior a demanda por infraestrutura. Ainda assim, fica a provocação sobre até que ponto usar uma ferramenta de transformação para fazer o que já se fazia, só que mais barato, é capaz de criar uma vantagem competitiva nova.
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Mark Zuckerberg chegou a um raciocínio........
