A volta da formalidade no branding
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Quando todo mundo veste moletom, o terno vira atitude. O mesmo está acontecendo com as marcas. Depois de uma década de minimalismo pasteurizado que trocou brasões por tipografias sans-serif em caixa alta, a formalidade reaparece não como nostalgia, mas como estratégia. Não nasceu no Photoshop. Veio de um mercado mais duro, da competição por margens e do cansaço cultural com a estética do app. O branding sempre foi pendular e o pêndulo voltou.
O ciclo anterior foi eficiente para um mundo que precisava caber numa tela de cinco polegadas. Logotipos limpos, tipografias geométricas e tom jovial prometeram velocidade e escala. O fenômeno ganhou até nome blanding. A crítica é: todo mundo parece a mesma startup moderninha. Quando todos limpam demais, a identidade evapora, a distinção morre e o luxo começa a soar genérico.
A troca simultânea de marcas históricas por wordmarks geométricos funcionou no digital, mas apagou........
