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O fim do Sora expõe o excesso de conteúdo e o vazio de valor na era da IA

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01.04.2026

O “Hollywood Horror Show” de hoje é um reflexo de um cenário moldado pela Inteligência Artificial, com desenvolvimento de alta tecnologia e crescente aceitação do consumidor. Como Doug Shapiro apontou há pouco mais de um ano, o valor para produzir vídeos está rapidamente convergindo com o custo de computação.

Em um futuro próximo, o preço abaixo da linha (sem contar os talentos) de um filme de qualidade de sucesso cairá drasticamente de US$ 1-2 milhões por minuto para apenas US$ 10-20 por minuto. Isso cria um suprimento quase infinito de conteúdo de alto valor e baixa produção.

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As reflexões de Shapiro se tornam ainda mais relevantes diante do recente colapso do Sora da OpenAI. O projeto, que prometia revolucionar a criação de vídeos com IA, não conseguiu superar a barreira econômica e foi encerrado na última semana.

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A Disney rescindiu um contrato de US$ 1 bilhão e, embora o aplicativo tenha sido lançado com grandes expectativas, ele encerrou sua trajetória sem que seus 200 personagens licenciados tenham sido sequer usados pelos consumidores.

Em um longo ensaio publicado em fevereiro do ano passado, Shapiro escreveu que os últimos 10-15 anos de vídeo foram dominados pela disrupção na distribuição de conteúdo. Contudo, ele sugeriu que os próximos dez anos seriam definidos pela interrupção na criação de conteúdo.

O fracasso do Sora expõe um problema mais complexo: a promessa de democratização do conteúdo esbarra na economia do........

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