O que a arte e a música me ensinaram sobre negócios
Recentemente, fui ao show do AC/DC e saí de lá convencido: o rock n’ roll continua sendo uma das maiores aulas de negócios que existem.
Aprendi muita coisa sobre negócios ouvindo música, e vivendo ela também. Antes de ser empresário, eu tinha banda (as Las Ticas Tienen Fuego), fazia turnê, tocava em festivais e, mesmo sem perceber na época, ali já tinha muita lição que eu carrego até hoje para a vida e para o empreendedorismo.
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A primeira é simples: quem tenta agradar todo mundo não cria identidade. As bandas que ficam na história não são as mais “certinhas”, mas as que bancam um som, um discurso, uma atitude, mesmo dividindo opiniões. No mundo dos negócios, é igual. Marca sem posicionamento vira genérica, e essas são sempre as mais substituíveis.
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Outra coisa que a música ensina é sobre o improviso – quem já subiu num palco sabe: improvisar exige base, treino e escuta. Nos negócios não é diferente. Planejar é importante, mas saber mudar de rota é essencial: o mercado muda, o consumidor muda demais, o contexto muda rápido e o empresário que só sabe seguir roteiro não sobrevive por muito tempo. Quantas marcas legais não ficaram pelo caminho….
A música também ensina sobre time – nenhuma banda vive de solo eterno. Quando o ego passa do limite, o som desanda, a química some. Quantas empresas não quebram por conflitos internos, vaidade excessiva ou liderança que não escuta?
Na Chilli Beans, o espírito sempre foi rock n’ roll, no jeito de testar rápido, lançar muito, errar, corrigir e seguir em frente. Achamos um jeito de falar com o público sem criar uma imagem distante, gerando conexão: misturando moda, música, arte e comportamento sem pedir permissão.
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Rock n’ roll não é rebeldia vazia, é atitude com propósito. E eu trago isso pra empresa na estratégia, em cada evento, em toda coleção nova.
E, no fim das contas, um negócio também é assim: coragem de ser quem você é, mesmo quando isso não agrada todo mundo. As marcas que ficam não são as mais silenciosas, mas sim as que têm voz própria.
