Cristofobia e cancelamento: a religião do ódio ataca nas universidades
No último domingo, publiquei uma das minhas crônicas de maior repercussão desde que retornei à Gazeta do Povo. Escrevi que a esquerda não é apenas uma corrente política, mas uma religião do ódio. Afirmei, com exemplos históricos, que o militante revolucionário não busca o debate, mas a erradicação do adversário.
Alguns esquerdistas ou isentões (como se houvesse muita diferença entre eles!), talvez movidos por uma esperança residual na higidez das nossas maravilhosas e puríssimas instituições, podem ter achado o tom excessivo. Dois fatos recentes, porém, demonstram que eu não estava exagerando.
Devo assinalar aos meus sete leitores (e também aos meus críticos) que a religião do ódio não é uma abstração teórica. Muito pelo contrário: ela é reconhecida pelo MEC, tem orçamento bilionário e uma folha de bons salários mantida pelo dinheiro dos pagadores de impostos. Hoje, nos campi brasileiros, a erradicação do inimigo muitas vezes atende pelo nome de processo administrativo e perseguição institucional.
Vejamos o caso da jovem Bianca Laranjeiras, estudante da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Bianca cometeu a ousadia de registrar a verdade. Em uma aula de Gestão de Crise — ironia das ironias —, ela gravou o professor desejando a morte de Donald Trump: “Tomara que este filho da puta morra logo”.
Em um mundo normal, o professor seria........
