A queda de Maduro e a caixa-preta do Foro de S. Paulo
1. “Muitos crimes eu testemunhei. É impossível ignorar tamanha dor. Aquela miserável gente, quase sem haveres, quase sem bagagem, às margens das estradas, dava-me dó. As mulheres, com casacos metidos às pressas; as crianças, andejando em pijama, confusas, sonolentas, a chorar; os homens, com olhar apalermado de quem não sabe o que deve fazer. Tudo isso eu vi, e muito mais, na longa caminhada da Venezuela ao Brasil. Contarei tudo. Revelarei toda a devassidão que se apossou da minha terra natal, conspurcou tudo e rebaixou todos. Darei nomes, títulos e posições. Apontarei dedos e faço questão de assegurar que a tudo chamarei pelo termo preciso. Não ousarei atenuar nada. Tampouco me servirei de eufemismos: um bandido é um bandido, um canalha é um canalha, um traidor é um traidor. Registre-se, pois, devidamente identificada, a reputação de cada qual para a posteridade que me há de ler e julgar”.
2. O trecho acima, do livro Se Houvesse Um Homem Justo na Cidade, do escritor paranaense Diogo Fontana, é o inventário de um desastre humano que transbordou fronteiras e está diante de todos nós. Mas nunca entenderemos o que aconteceu na Venezuela nestes 26 anos de regime socialista se não compreendermos o que é o Foro de São Paulo, organização fundada por Lula e Fidel Castro, em 1990, para levar o movimento revolucionário ao poder em........
