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Sete anos de exceção: o inquérito que virou instrumento de abuso de poder

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03.04.2026

Quando o próprio presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) admite que “o remédio pode virar veneno” ao tratar do inquérito das fakes news, estamos diante de uma confissão. Edson Fachin reconheceu publicamente que discute com Alexandre de Moraes o encerramento do inquérito. O que se revela, na prática, é que um procedimento que impacta diretamente a vida de cidadãos brasileiros segue sendo conduzido e agora até encerrado por decisão interna da própria corte, sem qualquer controle externo, sem Ministério Público, nada. O mesmo tribunal que é vítima, investigador e julgador agora também decide, sozinho, quando encerrar a própria inquisição. E, mesmo assim, tem dificuldade de dar cabo nessa excrescência.

Denunciei esse inquérito desde o seu nascedouro. Na tribuna da Câmara, quando muitos poucos o fizeram, alertei: tal inquérito não nasceu para combater a desinformação. Nasceu para proteger Dias Toffoli de uma reportagem da revista Crusoé que o relacionava a acusações de propina feitas por Marcelo Odebrecht. Não era fake news. Era jornalismo. Não era mentira: era uma verdade inconveniente para os poderosos.

O inquérito do fim do mundo precisa........

© Gazeta do Povo